segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

118 Saudades

"Tenha um bom voo!"
Exclamação benfazeja que ecôo,
Canto de longínquos campos, que entôo,

Com toda a minha  temporal defasagem,
(Mais de oito horas pesando a mais em sua bagagem)
Para minhas precoces saudades matar,
(E para que elas não façam isso comigo, no que me arrisco),
Até mais de um ano no calendário devo voltar, retroagir,

(Aos risos, me belisco,
Para ter a segurança,
Do fato e do efeito,
De você existir...)

Ver tua presença no brilho do chão de Los Angeles, 
E na ilustre liberdade de São Francisco.

O que me alcança,
É que és, como nunca fui,
Dona de alma-criança,
Que evolui, mas jamais evapora,

Uma das coisas que sempre invejei em alguém,
Contigo vem,
Sua figura incorpora:
A coragem de assumir,
Sem pensar se tua firmeza se invalida,
Que mesmo a vida sendo dura,
Durante as despedidas,
Admite: chora.

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