quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pêras sobre a luz

Um momento,
Todo o que quis,
E cuja ausência lamento:

Alguém pra quem seja meritório orador,
Me tendo, também,
Como ouvinte atento.

Instantes marcantes,
Olhares penetrantes,
Densos,
Não necessariamente tensos,
Mas,  sem dúvida propensos
Aos afetos,
Onde pouco importa qual o teto,
Sobre nós.

Zinco quente,
Vidro transparente,
Pedra pura,
Rente,
Transpassante,
Tal e qual transcendental voz.

Como nossos olhares,
Concretos, já que retos,
Diretos,
Porém, igualmente oblíquos,
Por serem tão discretos,
Quanto diletantes.

São tantas mansidões,
Mansões,atóis
Moradas possíveis.

Acima das estrelas,
Embaixo dos lençóis,
Teremos em qualquer lugar
A luz de mil sóis,
Banhando nossas mentes delirantes,
Imprevisíveis.

Tudo o que eu pude desejar,
Desde sempre
E ainda antes,

No meu imaginar,
O mais urgente,
Entre o que sempre tento,

Algo que torna todo esforço válido,
Quase qualquer verso valioso:
Saber que em todos os tons,
Nos escutaremos,

E tendo nossas almas,
Belos dons,

Um por um,
De um ao outro,
Exploraremos,

Sem medo nenhum,
Se de algum caminho nos desencontrarmos,
(Te conhecendo e a mim,
Fato comum)
Juntos,nada perderemos.

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