domingo, 12 de fevereiro de 2012

140 dias, sem doma



A dormência de si,
A indiferença pelo outro,
Desgraças deprimentes,
Enquanto tento resgatar a liberdade da minha mente.

Reconstruir castelos de areia,
Desmanchados pelo mar,
Eventualmente.

Sempre dirão:
"O tempo um dia vai te mostrar",
O quê?
Além do fato de que sou incapaz de ver,
Nada que não me for evidente?

Agora,
Daqui quero sair,
Cansei de ser alvo,
De me ferir,
Ter flechas de silêncio a me atingir,
Sem que haja sequer chão,
Onde possa cair.

Continuando no jogo,
Apenas restam bons perdedores,
Escondendo por trás dos sorrisos,
Chuvas torrenciais e dores.

Ao que parece,
Não mudou o endereço dos meus lamentos,
(Se fosse religioso chamaria de preces ),
Sempre morro acima,
Mapa acima,
Um lugar que, dizem, facilmente se anima,
E a alma, acompanhando o corpo, se aquece,
Todo mundo tem o Shangri-la  que merece...

Mesmo somente para poder sonhar
Com o que lá acontece.

Nave é nau,
No mar,
Espacial,
Espero encontrar,
Vela de navegar,
Que com o vento a lhe forçar,
Dando- me força,
Me faça voar.

Sabendo que me desnortear,
Ajuda a procurar,
Meu centro.

Pra onde devo olhar?
Quanto mais sei o que quero fora,
Menos medo tenho do que posso ver por dentro.

Por sublimar,
Agora entendo,
Ela quer dizer:
"Quando o que tu sentes se evapora".

Talvez eu diga algo,
Pelo qual teu espírito sofra de pavor,
Mas o que para ti configurou crime,
E que eu chamo de amor,
Nunca foi embora...

Tenho estado parado,
Vendo quanto tem brilhado,
A estrela que escolhi para guardar teus traços,
Por mais que seja inútil,
Ainda busco teus abraços.

Vamos começar,
Indo embora ou seguindo todo o caminho,
Você mostra saber o que deseja,

Eu conheço o que evito:
Estar distante, sozinho, aflito,
Enquanto houver em minha calma um buraco,
Enquanto respirar do mal deste ar,
Tudo isso repito.

Se é fato que a direção,
Mais que a velocidade deve importar,
Várias  irrelevâncias por cima de mim ainda vão passar,

No entanto, isso não me desfará,
Continuarei até onde gostar, inteiro,
Tuas roupas servirão de lençol,
Teu colo,
De travesseiro.

Nem percebi,
Uma dama em outra converti,
Mas isso é lirismo,
Admiti.

Como nota musical,
Marcha alegre de tarol,

Tua afinação em "si",
Compõe harmonia,

Com minha melodia
Em Meia-noite e Meio-dia,
Arranjada em "sol".

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