Entre ser um,
Dois ou bem mais de dez,
Os que se bastam,
Se afastam,
Eu, me confino,
E por definição,
Nada defino.
Rompendo comigo em cada revés.
Sem diferir,
Interfiro,
Tendo apenas eu mesmo pra ferir.
Em meio a tanta aritmética,
Arrítmica,
Realidade descompassando a ética,
Matando a métrica
E a assimetria de toda construtiva crítica.
E na ausência,
Me prendo,
Como quem não quer,
A qualquer momento,
Eu tento,
Me ter atento,
Mas me rendo,
E minhas próprias tendências,
Desatendo.
Dispenso,
Sem pensar,
As propensões,
E carrego com pesar,
Coleções,
De variadas desproporções.
Acompanhadas, ainda, de tensões,
Anti-tântricas,
Tétricas,
Sem face,
Sem fronte,
Confrontações.
Todos podem me ver,
Se abstendo de conhecer meu olhar,
Tudo o que posso querer,
Direito contínuo, fugindo, meu ter,
Meu pedir:
Poder
(Para minha sanidade não se podar)
Ter uma saudade que possa tatear,
Uma voz que consiga ouvir,
Sem perseguir,
Tomado pelo medo de a olvidar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário