Irei lá,
Novamente,
Buscar libertação,
Pra mente nova,
Em outro limbo que chame de" linha de frente"
E outra chama queimando friamente.
Qualquer verdade se prova,
Sobre incerteza tão certa,
Quero de ti, olhares amáveis
Combinando com minha boca aberta.
"Agora é hora de crescer",
Algo típico de quem,
Só tem obviedades pra dizer,
Já que quem se orgulha quando cresce,
Esquece,
A consequência natural de envelhecer,
Ser como vela que fatalmente se apaga,
Ou qualquer prejuízo que nunca se paga.
Ainda procuro a luz de quem me afaga,
Me iluminando constantemente,
Quando vou parar de nisso acreditar?
Com que idade vou estar?
Com a mesma que matará as motivações,
Me livrando das prisões,
Recorrências que aprisionam,
Usando grilhões,
Mentiras persistentes.
Desistirei de crer,
Quando ver perecer cada um dos versos,
Suicidarem-se as rimas.
Capazes de me aceitar,
Me proteger dos tempos perversos
E adversos climas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário