sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

143 dúvidas

Há quanto tempo estou nesta
Situação diversa,
(Alguém dirá, adversa)
De versar?

As datas divergem,
Sobre desde quando
Meus pensamentos emergem,

Ainda mais sobre como,
As palavras saídas dos meus dedos os elegem,
Após disputar atenção do cérebro,
Em batalha encarniçada,
Permanentemente travada
Onde memória é lama.

Há cinco anos,
Era fevereiro ou abril
(Da vez em que a burocracia capital me iludiu)

Há quatro,
Disse o que todo homem quer,
Na véspera de se permitir,
Sem se pensar fraco,
Saudar uma mulher,
Corria, então, especial março.
(Tempo épico, de cuidado próprio esparso...)

Há três,
(Desse período, tenho os detalhes,
Sem saber se são mesmo meus)

Senti como se a palavra fosse parte do meu corpo,
Um membro,
Era alta noite,
Um domingo de novembro,
E quis aliviar o peso compressor de minha sina,
Fingi ser um semi-deus.


Há menos de um ano,
(Hoje, se entra no oitavo mês, talvez?)
Mais real,
Mais humano,
Agora me vês,

Pagando pela decisão
De dar algo além
Da  minha mais sincera opinião.

Já disse:
Minha recordação parece lama,
Dela bebo,
Ela me contamina,

Meus pensares,
Me pesam,

E o desatino,
Descaminha o adágio,
Desafina.

Propagando da ruidosa dor o contágio,
Fora do tom,
E  escapando do bom,
Uma oitava acima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário