quarta-feira, 2 de maio de 2012

180 "Por poucos"


Não reconheço se sei,
Mas se és assim,
Só posso ter esse seu caso como incentivo.
Eu, sucessiva presença nos limiares,

Nunca fui de fato,
Encarado de igual para igual pelo perigo,
Vivo.

Quase sempre,
Ou sempre  “quase”
Quase emotivo,
Quase vulnerável,
Quase amável,
Quase explosivo,
A mim mesmo quase explodido...

Quase intempestivo,
Por acidentes sem propósito, contido.

Assim sigo, cintilando sem qualquer sentido.


Se convivo comigo,
Há razão pra que não te acolha?
Quer quase por falta,
Ou quase por excesso de escolha...

Vomito minhas decadências,
Ausências,
Dores,
Medos.

Indefinido em meus “quases”,
Incertos,
Seguindo de perto,
Tais e quais,
Suas cores.

Enquanto vejo que ainda tens
Morangos que podes provar,
Presos nos teus dedos.


Quase tão reais quanto o saber
Tudo aquilo que pediu,
Estão as certezas de esquecer,
Que no antes e no depois,
De existirem dois,
Permanece o vazio. 












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