terça-feira, 29 de maio de 2012

"Pensentir" ( Ou: atos geram fatos, e vice-versa)

Nos parecemos,
Por corações e mentes,
Mas é hora de enfrentar o que nos faz diferentes.

"Enfrentar" talvez seja termo muito forte,
Mas de fato, há encontro,
Um capricho da sorte.

Então devo falar:
O verbo aqui é encontrar,
Mais uma vez,
Verso,
Converso,
Para entender e responder
Ao teu diversificar.

Deixar claro o que nos distingua,
Para que o brilho entre nós de forma nenhuma, e nunca, se extinga.

O que você chama de tola mania,
É minha valia em apagada caminhada,
Por mais que pensar seja uma tarefa pesada,
De  onde venho,
Se me furtar desse empenho,
Também não conseguirei sentir nada.

Ao carregar esse fardo,
Pouco tardo,
Em quase sempre cair,

Mas se dele desisto,
Desconheço o que exprimir,
O que vale a pena experimentar,
Portanto, ignoro o flutuar,
Se não há queda,
Como saberei subir?

Adoraria ser mais sensitivo,
Mas estar só, desencoraja tal incentivo,
Apenas sinto na garganta o nó,
Então penso, logo me esquivo.

Sei, em teoria, o que significa,
Quando tua pessoa reivindica,
O direto á memorável loucura,
Mas por agora, lembrança minha, seja qual for, é dura,
Toda reminiscência me reifica,
E toda remanescência me coisifica.

Essas linhas se mostram escassas,
Pra evidenciar como o que disse até aqui se explica.
Mas  eis o que sei: quando sua verve emocionada passa
Pela minha razão, a destroça, despedaça,

E o momento em que suspendo alguma ponderação,
E meu raciocínio faz concessão,
Ao teu anseio,
Visto por meio,
De tua natural graça.











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