Deixou uma marca sobre a cama,
O amor do suor como arma química,
Solução pra minha existência cínica,
De quem se deixa afundar na lama.
Cada poema é um pequeno suicídio que me permeia,
Desisto do concreto, quero ser areia,
Incontável,
Infinita.
Sou difícil demais,
Até mais que meus problemas,
Complico a desordem dos meus fonemas,
Você me facilita.
Acho que já disse,
Meu doce suplício,
Meu ardente vício,
Deparado com a mudez,
Mudo, e caço indícios.
Nunca será o bastante o que você quis que eu visse.
Achei que alguém diferente traria diferentes leis,
Mas é a obsessão de quem vê que volta mais uma vez,
Independente de quem quer que seja visto.
Na prática,
Uma fatalidade ríspida,
Enfática:
Desisto de existir com isto
De ter a distância como única possível tática.
Dedico uma ode?
Odeio?
Fico junto aos restos,
Acumulando um receio..

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