Ela,
Como sempre, invisível o bastante pra ser meu objeto de estudo.
Inconstante o bastante pra tornar-se sujeito disso, contudo.
Ela gosta do riso de tudo,
E convive, sobretudo,
Com o ser seu próprio mistério.
Eu,
Verborragia em mente ,
Descendo emudecida.
Permanente muda,
Me mantendo sério.
Se ela quer voar,
Pode se transformar,
Fazer-se mar,
Enquanto eu afundo,
Ela se funda.
Em cósmico,
Astronômico,
Quântico mundo.
As estrelas lhe correm na veia,
Sendo como capa, corpo,areia.
Nada iguala a proteção,
Dada pelos pássaros soltos em cada sua oscilação,
Novos, longe do ninho,
Sabendo ou não.
E eu busco métrica fácil em meu caminho.
Como a orbitar sozinho,
Satélite sem qualquer constelação.
O que me permeia?
Sou corpo arranhado no concreto,
Impermeável, sem afeto.
Satélite sem planeta,
O que de fato volteia?

Mim.
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