sábado, 7 de abril de 2012

167 Rochas (ou "Versos Políticos")

Será que estou pronto para
A partir deste instante,
Lutar em revolução sem cara,
Sem tato, portanto
Nada impactante?

Devo crer no levante,
De ameaça indomada,
Mas distante,
Construída sobre pele com garras marcadas
No entanto,
Sem qualquer sinal que denote semblante?

Envolto em tal espanto
Poderei militar
Me listar
Junto aos que gritam "Avante!" ?

Estarei entre aqueles que tem coragem firme como os recifes
Solidez de quem nunca arrefece?

Ou entre sabotadores,
Geradores de danosos caminhos,
Cultuadores de incultura,
Daninhos,
Onde ao redor nada cresce?


Aguentarei compartilhar amiúde
O desejo de fecundar algo pretensamente vivo,
Ao lado do rude,
Aludindo ao esquivo?

Quando há uma bandeira a se fiar,
Atravessando com um novelo um labirinto de pegadas,
É possível ter  por garantia,
Apenas o hábito de desconfiar, em meio aos múltiplos nadas?

Terei apenas mundos infecundos,
Atos ingratos,
Sáfaros pra safar?






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