domingo, 1 de abril de 2012

Verdades Adiadas

Inevitavelmente,
Novamente
Isso acontecia.

Repetidamente,
Quando fosse mais necessário e premente,
Minha voz me fugiria
E a imagem se apagaria.

Continuamente,
A mesma situação
Sobre ausência de opção:
As palavras me engolem
Pra que eu não tenha que tragar, negar ou afundar,
Meu coração.

Como fingir, dissimular,
Que escapei de a inveja me atacar?
E me impedir de lamentar?
De ter me furtado a falar,
Obrigado meramente a concordar

(Por termos ermos de quem só é o desconhecer
Como é ser mais leve que voar):

O que, mesmo sem dizer,
Já a muito tempo sabia,
Olhando com todo o gosto,
O teu rosto,
Feito de poesia.

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