quarta-feira, 6 de março de 2013

Dionísio Bebendo Aos Palcos

Atordoa,
Ator, doa,
Naquilo que se tem sentido:


Pra dureza duradoura é seda,
Dor entoada,sedativo, 
Comete comédia, sem ser comedido. 

Como insurgente, se sugere, tem surgido,
Catártico, expiatório,purgativo,
Lançado feito dado hiperativo.


Atuante,
Performante,
Durante,
Perante, 
Querido ente ou desconhecido passante,


Tem sido.
Nesse instante e desde antes,
De alguém ter os dias contato e contido, 
Quando eram só diamantes.



Perdi...Ganhei!


Quis saber o que tocar,
Para encontrar seu estoque.
Mas do que faltar,
Correto é dizer que o tempo lhe provoque.

Não manobra 
Na escassez,
E sim na sobra.

"Sou todo seu, o que fará?"- Ri da minha dor 
Toda vez,
E silva, feito cobra.

Engolindo a própria cauda,
Reverbera, em si mesmo se dobra,
Lauda sobre lauda.

Mas o vazio tem aqui outro pendor,
Ecoa também, 
Porém,
Ensurdecedor.


terça-feira, 5 de março de 2013

Redoma?

Exatamente,
Dentro da mente,
Desato,
Cada ato
Que me prendeu.

As marcas nos pulsos,
E de quem chora, os soluços,
Tentam  me convencer,
De que agora, sou ex-eu.


sábado, 2 de março de 2013

"NoVerbo"? (ou : Água-Forte)

Carrego maços de não ditos, 
Ligas de embaraços,
Soldados na forja dos ritos.

Calco gravuras,
Tapeçarias
E trapaças tornadas mitos.

A dureza do traços,
Traciono, 
Tensiono.

Não sei se engravido dos poemas, quando com eles crio laços,
Ou em volta deles gravitaciono.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Oitavo Oceano

Seriam Sereias,
Sob camadas
Ou anáguas.

Se o cabelo de Iemanjá
Costuma se formar
No encontro dos raios da lua com o  mar.

Cachoeiras são, então,
Tranças ou cachos d'água?


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Hibernação Quente

Línguas travo,
Fatos gravo,
Na alma tatuo.

Placebos agravo,
Palavras cruzo,
Sinuosidades insinuo.



Depuração

Chega,
Enxerga,
Em vergonha,
Enverga.

Grito ecoado,
Decodificado.
Agricultura celeste o terá solucionado,
Por ter determinado,
Terreno em sol arado?

Dono amedronta,
Anda em andino tesouro,
O astro rei transpira,
E da queda de cada gota que na terra se atira.,
Nascem minas de ouro.

De pé,
Pedes
Piedade:
Alega que o extraído daquilo que o sol sua,
Transcende  propriedade.

A sede é o fogo desse jogo,
Calor ao redor da fogueira das vaidades.

-Não te amas?-
-Ele pergunta-
O bastante pra que temas,
Que tua era passe conforme o teu destino derramas?

Cometeu erro,
Pecado mortal daquele momento,
Calcular mal o interesse,
Falhar no recado pelo endereçamento.

Teria embaraçada,
Sua estratégia,
Entremeada de inveja,
Embaraçosa e embaraçada,
Perderia, então,
Em vão,
Do pensamento a meada.

Tocaria o vazio,
Por perecer sem fio que o guiasse na caminhada.

Você o ilude,
Quando alude,
Ao voo,
Ele se aproxima, vem,
Te ovaciona,
Não equaciona,
Desconhece o início,
Porta, entrada o rota,
Desequilibra em linha torta,
Particular vício.

Eres veneno
Pra aquele mundo pequeno.

Mede asa,
E ensina,
A cura está em manter os princípios ativos
Em qualquer medicina.

Disso sucederia,
O fiar pra atravessar maresia.

A emoção proporciona.
Semear Juventude,
Variação sem avaria.

Só o que se dimensiona,
Etapa  que superaria.

Lapsos do lápis,
Criam caligrafia,
Calam mote que matar queria,
Tentação de quem destrataria.

Eu,fiel aos dados que giro,
Aos elos pelos quais respiro.

Por costume, quimeras concebo,
Uvas e mel recebo,
Sendo pouco rei e mais réu,
Do que percebo.

Se se pode,
Com uma ode,
Me seduz.

Por isso aqui pus o que compus.

Dói?
Depende do tom,
Prosaico feito pera,
Sagrado feito Amon,
Outro ser solar,
Que se grifa,
Glorifica
Quando hieroglifica.

Isto é:
Normal
Ou nem tanto,
Espanto,
Mesmo mal,
Significa "bom".

Eis meu "tao"
Agora,
Nau,
Cacofonia,  bossa boçal.
Vira realidade,
Útil material.

Dose cavalar,
Pra cavar ar,
Fazer perdurar,
Perdição onde consigo me encontrar.

Caí,
E...
Levanto cada encanto,
Canto enquanto não sumi.

Adiciono:
Toque,
Trocas relaciono.

Fato eco-étnico travo,
Provo, sinto,
Sabor de cravo.












sábado, 23 de fevereiro de 2013

Infla-Magra-Fite

No muro,
De alto morro,

Um murro de consciência.
A pichação, ao decoro se lixa,
Fixa e ficha, 
Resguarda e serra, 


O socorro, berra:
"MurmurUrgência".



Prenúncio

Espelho explode,
Restam cacos,
Peças pros mosaicos.

Em que retalho arcaico,
Profano, laico,
Acode.

E se espalha,
Como luz profunda,
Oriunda
De sol feito, migalha por migalha.



"MórbidÓrbita"

Peixe acuado,
Sem aquário,
Nada.

Pássaro de asa presa,
Enredada,
Por sangue avermelhada.

Nessa rede
Em que horizonte é parede.

Aparecer ou perecer
Permeiam parentesco.

Tendo ao retiro,
Me firo,
Olho costurado,
Atrelado à tela,
Apodrecido afresco.

Afim,
Me fio na pestilência de Aracne,
Tudo o que aqui é, pus,
Inflamado e repugnante,
Igual acne.

O primeiro arsenal se faz família,
Me englobando no covil dos lobos,
Pra formar "Armatilha".

Entorta a mim, a linha reta,
Espelho me expele,
Segrega,
Secreta.

Enxota quem estiver dele em diante,
Exorta a extorsão ,
Desacreditando
Descriminando,
O distorcido por mágoa imaginante.

Tão humano quanto,
Um faraó de cauda,
Espantado, portanto,
Fustigado a mastigar cada lauda.

Mão,
Dói,
Bate.

Chão,
Corrói,
Morte > Arremate.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quinto Ato Interno

Ódio débil,
Pode e deve
Sofrer embargo,
Por se esconder
No que não largo.


Dano, Fico

Rolo,
Na areia das palavras,
Quero fazer cama,
Mas não repouso,
Atolo.

Carrego
Água de mágoa,
Ergo calabouço, lama.

Colateral efeito,
Defeito,
Nocivo,
De ser ego coletivo,
Merecedor de corretivo:
Me furtar a ser furtivo.


"Acróstificado", Sobre o Passado

Regendo,
O que na minha alma enrijece,
Lendo o entristecido  felino,
Até tapa aparece,

Profissão de fé,
Me é,
Ter paladar ferino,
E morder o não ter,

Arrepender,
Sem nunca aprender,
Sequer uma prece.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Manhã...

Quanta coragem
Está em revelar
Atos de solidão matinal numa imagem!

Longe de qualquer plano
Parecer puritano,
Mas, expondo esse aspecto,
Teu até agora virtual espectro,
Se tornou, como nunca de uma só vez,
Tão humano.

A tal solidão,
Desejada pra tornar cada dia menos vão.


Quando se esperava ela ocultada,
Traz lição,
Suspirada ou soluçada como solução.
Em que a única travessia possível
É pela contramão,
A favor de quem a conduz,
Provoca, seduz, nessa situação.

Assim escancarada,
Não se tem nada que perder,
Pode se turbilhonar,
Arremessada pelo prazer,
Destinada a se tomar, pertencer,
Dona de qualquer direção,
Deixar-se arrastar guiada, desvairada e esguia,
Sabendo ser melhor que a  insossa calmaria,
O errático furacão.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Étimo-Neo-Logia

Devo sofrer de "Mitocondria",
Não sei se por crer em historia que não possuiria,
Ou  o que mais me intriga:
Pelo lado e acima, na barriga*,
Carregar de fato, mitologia.



(*Hipocondria deriva de Hipocôndrio= Cada uma das partes laterais da região superior do abdome. Na Grécia antiga, dizia-se ser comportamento comum  dos doentes imaginários o toque na região dos hipocôndrios)


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pagão, Semita?

Hedonismo pós-moderno,
Posa, pós ou pan-helênico,
Mas a busca é pelo eterno
Prazer do tipo edênico,
Desejo patológico,
Apaixonado e pandêmico.




Anotações No Tráfego

Em tanto hoje,
Qualquer poesia quase foge,
Fácil fazer com que edifício me enoje.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Liberar Libelo

Não nego ser quase todo tenso.
Fui criado pra uma firmeza a qual finjo que pertenço.


"MadrugaDana"

Sou quem acorda aspirando forte o ar, 
Como se me salvasse pouco antes de afogar.

Lembro ter sonhado duas noites,
Uma com boa música, outra com amor.

E levantado sobressaltado,
Parecendo assustado
Por estalar de açoites.

Algo explica tal dissabor?





"Viajante Sem Porto"

Jorge Amado:
Sem ter pensado- 

Mas enfim- 
Pelo "Valente" por ti criado,
Chego ao ontem celebrado
Valentim. 

Quis me tornar
Quase mar,
Me emborcar
Pra dentro de uma boca,
Liquid'Amar.


Sabes: vontade assim nunca é pouca.

Ignoro os saveiros,
Ou como se apaixonam os marinheiros.

-Isso logo se vê-

Antes da minha mão que treme,
Lidar com àgua onde reme,
Segura o leme
Quem me lê.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sal Amargo?

O que esperará?
O mar encontrará?
Depois, mareará?

Tentar o tempo será
De alguma valia?

Crê que tenho ferro no peito,
Enquanto a carne sangra todo dia?

Expectativa vã?
Por qualquer amanhã?
Ou queda da maçã?

O que terá como experiência?
(Sejamos francos...)
Vazios afogados por quatro rios?
Desbancados, debaixo dos bancos?

Distorções nas imagens?
Erros transbordando as margens?

Primavera  da consciência em tocaia?
A escuridão, vaia?*





(* Feminino de vaio In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-02-13].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/italiano-portugues/vaio>.)


Um Aparte

Sem querer
Acabei por ter
Feito acróstico que seca.

Alguém precisa responder:
O poeta aqui peca?



("Inspirado" em: "DespertaDante")



"DespertaDante"

Duas horas da madrugada:
Adocicaram meus sais,
Não durmo por nada,
Nem desperto mais.

Sonho acordado?
Então esse é o acordo:
Cinza vomitado,
A cor, mordo.



("Origem" de: Um Aparte)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Naquilo Que Darwin...

Retrato retardatário:
Moldura primata,
Enfoque primário.


Só similares aos símios,
Não negamos,
Somos.

(Um)a diferença:
(dis)Simulamos.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nó No ( Ou Dó Do?) Vazio

Isso, posso até pedir por quilo:
Corte do vazio não é só figura de estilo.

Um nome,
Que consegue ser fome.
Mas também se come.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Trazendo Atrás De Si

Trajetória,
Igual memória,
Tal como história.

Jeitosamente trajada
Ou tragicamente ultrajada,
Dependendo da oratória.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Assim? Assim?

Assomar,
Pode assumir,
As sensações de somar

Por ser
Surgir
Aparecer,
Ascender,

Subir,
Exibir,
Enfim, aflorar.

Mas possui também função,
De subtrair pela divisão

Se entrar
Depois de a porta esmurrar.

Capaz de fazer,
Desespero ocorrer,
Em ira incorrer,
Encolerizar,

Tem com água
Ou mágoa
Outra forma a relacionar:

Embriaga tudo que invade,
Embrutecendo e acirrando tempestade.




Arre! Pende?

Luz aclara,
Acende.

Perfume exala,
Recende.

O ser aprende:
A pressão prende,
Rendez-vous, rende.

Obscuridade venda?
Ou vende?

Alguém entende
O que se pretende?


Pós-Paroxítonas

Solidez sórdida,
Rigidez frígida,
Escassez túmida*,
Regressão mórbida.

Contra tudo isso,
Alguns compromissos
Preciso atender:

Com a  fúlgida luminância,
Sápida Sapiência,
Saboroso saber




(* adj. Intumescido, inchado.Proeminente, grosso, dilatado.
Fig. Vaidoso, orgulhoso, soberbo, arrogante.)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sinto Sede, E Cedo

De novo, queda,
Escalada,
Calada,
Escaldada.

E quando, como sempre, surge o nada,
Abunda,
Inunda,
Afunda.

Enquanto não se morre,
Outra vez,
Sem embriaguez,
Porre,
Esperando porrada.

Falam de amores líquidos,
Tenho paladares ressequidos,
(Quase liquidados ou perdidos)
Se entendi bem essa expressão e seus sentidos:

Devo querer doses dos vinhos,
Tal qual das  pessoas, carinhos.

Nisso, busco todo dia,
Palavra partilhada,
E logo,dialogada,
Curando minha respiração afogada.

Poderia,
Acalentar-me com narcolepsia:
Sim, vicia.

Um afago me advoga,
Tomo desse trago,
Pra não depender de qualquer droga.

Desejo ser quem escolhe
Beber gole
De elixir dedicado ao que acolhe.

O afeto é  efeito,
Que creio ser meu direito,
Acordo transbordado,
Da vontade de estar ao seu lado,
Recostado no teu peito.



 






domingo, 27 de janeiro de 2013

Cérebro, Poste Isso

Antes de fragmentar
Ou transfigurar,
Meu eu desmembro.

Crio memória auxilar,
Para evitar,
Me esquecerem que lembro.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Dívidas, Dúvidas, Dévicos Devires

Orientalismos,
Contra desorientação,
Ásia,
Pra evitar azia.

A cidade esvazia,
De variada forma,
Transtorna,
Desvaria,
Não sacia,
Sabia?

Falo da urbe,
Sem vaidade,
Deficitária saudade,
De qualquer localidade
Que nunca fui,
Porém melhor flui,
Já que a casa cai,
Indigesta,
Mal gerida,
Não a quis,
Pra quê festa?
Cheiro da fome:
O que resta.

Quero preencher o vão,
Aparar aresta,
Nada que perturbe.

Honrar o chão?
Onde pouco piso,
Só servindo pra cobrir
A morte quando infesta?

Engasgar
Por faltar lugar:
Meu  procedimento ordinário.

Entre  morar,
Morrer e comemorar,
Parasita:
Eremita
Habitando adversário.

Concebo
Placebo,
Pra evitar necrológio.

Enfim,
Ainda guardo o horário de Bombaim,
No meu relógio,








Nada Melhor...

É lícito que canse
Toda vez que eu me repita,
Mas esse hábito me habita,
Talvez só nele eu avance.

Pra ti,
Por mim
(Peço, de novo, que reflita):

Vale a pena crer,
Seguir assim,
Na ilusão de viver
Eternidade infinta.

Dizer menos do que você merece,
Na frequência com que acontece,
Mais  que aborrecer,
Me apodrece.

Sinceridade,
Vem por querer:

És quem faz valer,
E por hoje, se reverencia.

Abrigada ambiguidade:
Essa cidade esvazia.

Lhe é novidade,
Se de todo mundo e ninguém,
Me divido em entre e aquém?

Falo demais,
Sem dever lamentar esse dia,
Fique bem,
Sorria.





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dardos e Outros Atos.

O que tenho a dar,
Quase sempre é dor,
Mas sou de oferecer
Nunca de Impor.

Atiro dissabor
Pra não tirarem da minha alma
Qualquer coisa similar ao rosto,
Perder meu pendor,
Em nome de ópio suposto.

Sei trazer o inefável, lívido,
Ignoro tragar, por vontade, o insípido.

O melhor da azia:
Vomitar,
Maiores nomes da fome.

Desgosto aguça paladar,
Doçura anestesia,
Se não vier
De quem puder
Ladear travessia,
Ou a retome.





quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sobras de Lar

A terra pode:
Relevar,
Enlevar,
Enlear,
Elevar,
Soterrar
Içar,
Riçar
Rizar,
Aterrissar,
Enguiçar?

Alguma dessas opções pode estar até errada,
Mas Isso não muda nada:

Ela também consegue,
De uma peça que alguém lhe pregue,
Dar risada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Colaterais Escassas

Foi chama,
Lado de dado,
Fada,
Traça  o que me atiça.

Obscuridade clara,
Lírica, me enfeitiça,
Fumaça que se declara,
Acinzentada, corrediça.

Paralela interpela
A própria premissa,
Faz lar em areia movediça.

O que faz com que eu queira,
Hastear outra bandeira,
Enquanto minha alma se eleva,
Menos falsa,
Espanta, levanta,
Realça,
Iça.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dilema

O que se extrai de página extra
Presta ou se defenestra?

Bagaço sazonal
Duma folha outonal.



Navegação De Costas.

Abordo,
Em verbo embarco,
Transbordo.

Mastro ou lastro parco,
Me agarro e faço marco.

Poupo a linha de frente,
Mas ao cerne passo rente,
Junto, 
Da polpa do assunto.



Autofágico II

Abaixo, degola
Adentro, Angola.


Abaixo, estrangula
Adentro, gula..

Abaixo, litiga.
Adentro, mastiga.

Abaixo, deglute.
Adentro, repercute.

Abaixo, glosa gloriosa na glote.
Adentro, naco de carne na sorte.

"Como ousa?"
Pergunta ela,
Olhos virados pra lousa ou tela .



Autofágico I


Poema insone,
Garganta grita nome some.
Engole antes que me console.

Poema insone,
Boca denta garganta.
Toma lugar.

Come,
Morde cada acorde
Não hesita
Em excitar.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Princípios Sobre O Precipício

A verdade:
Prefiro perenização contra momentaneidade.

Ainda  mais perante a argumentação,
De que uma é veracidade, a outra, alucinação.

A ilusão, sem parecer, 
Transmite luminosidade,
Guardando parentesco, consanguinidade,
Com a Iluminação.

Da realidade,
Com seu poder,
Se espera que provoque
Choque,
Disso só pode vir como continuidade,
A eletrocussão.







sábado, 12 de janeiro de 2013

Retroprojeções

Tudo começou com uma mulher sábia
(O que é quase uma redundância).

Então, só poderia me restar,
Ser o bobo a lhe cortejar,
Em cena contínua, sem se cortar.

Sequencialidade extensiva
(Ou ostensiva?)
De natural concomitância.


Critérios

De todos os suspiros, sempre o último.

Não o fatal, mas o quase póstumo,
Tampouco o escolho por ser ótimo.

Apenas pelo fato de que dele me impregno,
Nele me torno meu íntimo
.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quase Infantil

Tão ou mais triste que o tigre diante do prato de trigo.
Agora, até chora,
Por ter como amigo,
Apenas quem ainda não foi embora.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Toque Entre Termos

A gente tenta,
(ou nem tanto)
Tatear um tântrico espanto.

Se contenta
Por enquanto,
Em tontear com cânticos
Entretanto,
Sussurrados em algum canto.