sábado, 23 de fevereiro de 2013

"MórbidÓrbita"

Peixe acuado,
Sem aquário,
Nada.

Pássaro de asa presa,
Enredada,
Por sangue avermelhada.

Nessa rede
Em que horizonte é parede.

Aparecer ou perecer
Permeiam parentesco.

Tendo ao retiro,
Me firo,
Olho costurado,
Atrelado à tela,
Apodrecido afresco.

Afim,
Me fio na pestilência de Aracne,
Tudo o que aqui é, pus,
Inflamado e repugnante,
Igual acne.

O primeiro arsenal se faz família,
Me englobando no covil dos lobos,
Pra formar "Armatilha".

Entorta a mim, a linha reta,
Espelho me expele,
Segrega,
Secreta.

Enxota quem estiver dele em diante,
Exorta a extorsão ,
Desacreditando
Descriminando,
O distorcido por mágoa imaginante.

Tão humano quanto,
Um faraó de cauda,
Espantado, portanto,
Fustigado a mastigar cada lauda.

Mão,
Dói,
Bate.

Chão,
Corrói,
Morte > Arremate.



Nenhum comentário:

Postar um comentário