Sem livrar-me de escapar,
De contra a vontade, em verdade,
Evadir,
Em desgosto,
Perder direito ao abraço,. ao rosto,
Simultâneo,
Consecutivo,
Sobreposto.
Mas afetam o afetivo,
Depressa, o tornam depreciativo,
Em queda,
Flor da pele,
Rumo ao subterrâneo,
Destruído, descomposto.
Querem mais do que apenas meu pedir,
Preciso apelar,
(Re) Fletir,
Para ver o que é diferente se repetir...
Justamente por não ferir.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Certeza?
O abraço vem...Será?
Vencerá?
Assim?
Sinceramente?
Servirá?
Fará a mente vir a ser?
Semente?
Sem Mentir?
Só ir?
Se virar?
Errar?
Não encerrar?
Vagar?
Devagar?
Divagar?
Tê-la vertida em ti, ao ver-te?
Divertida?
Em versão?
Inversa?
Perversão?
Transversa?
Conversão?
Ou conversa?
De verso?
Diversa?
Diva, essa?
Devir ou devaneio que se confessa?
Bastidor do que não se basta?
Apenas a superfície, a pena, a casca?
Ou a cascata?
Que é feita, perfeita,
Da urgência de gente,
Consciente,
Ao dispersar a pressão,
A pressa?
Vencerá?
Assim?
Sinceramente?
Servirá?
Fará a mente vir a ser?
Semente?
Sem Mentir?
Só ir?
Se virar?
Errar?
Não encerrar?
Vagar?
Devagar?
Divagar?
Tê-la vertida em ti, ao ver-te?
Divertida?
Em versão?
Inversa?
Perversão?
Transversa?
Conversão?
Ou conversa?
De verso?
Diversa?
Diva, essa?
Devir ou devaneio que se confessa?
Bastidor do que não se basta?
Apenas a superfície, a pena, a casca?
Ou a cascata?
Que é feita, perfeita,
Da urgência de gente,
Consciente,
Ao dispersar a pressão,
A pressa?
sábado, 4 de agosto de 2012
A Terceira Oitava E O Gosto
Se foi,
Entre o concreto e o abstrato,
A areia e o mar
Entre a fé e o fato,
A busca de um perfeito par.
Labirinto em que as paredes são cartas,
Arranhaduras e ignorâncias fartas,
Incapazes de notar
Que bastaria um sopro para as derrubar.
O destino se curva para a solidão,
O minotauro dessa armadilha, transformada em porão.
Felicidade: estranho sentimento,
Me chama a amizade,
Parecendo vento,
Porém , por quem partiu,
Desejo mais, na verdade,
Um beijo preso nos lábios alimento.
Inesperada liberdade,
Sonho Selvagem,
Caminho em amor e canto
Diversidade e imagem.
Para Tê-la,
No Coração,
Nos olhos,
No sorriso,
Primeiro preciso,
Tentar capturar estrela,
Ritualizar cada escrito do qual me utilizo...
Entre o concreto e o abstrato,
A areia e o mar
Entre a fé e o fato,
A busca de um perfeito par.
Labirinto em que as paredes são cartas,
Arranhaduras e ignorâncias fartas,
Incapazes de notar
Que bastaria um sopro para as derrubar.
O destino se curva para a solidão,
O minotauro dessa armadilha, transformada em porão.
Felicidade: estranho sentimento,
Me chama a amizade,
Parecendo vento,
Porém , por quem partiu,
Desejo mais, na verdade,
Um beijo preso nos lábios alimento.
Inesperada liberdade,
Sonho Selvagem,
Caminho em amor e canto
Diversidade e imagem.
Para Tê-la,
No Coração,
Nos olhos,
No sorriso,
Primeiro preciso,
Tentar capturar estrela,
Ritualizar cada escrito do qual me utilizo...
sexta-feira, 27 de julho de 2012
O Poder do (Des)pudor, De Ser Outra Ode
Ele, Igual o sol, solitário e quente,
Porém sem nascer,
E da luz, descrente.
Segue sendo só,
Havendo calor,
Desconhece que o produz,
Não aquece, é puro ardor,
Que normalmente o conduz,
Para o caminho de fulgor,
Que adiando nele o tornar-se pó,
Leva-o até quem, em um acidente,
O seduz.
Seu desejo?
Não poderia estar pior,
Quanto maior:
Sem tato,
Sem corpo,
Sem pele,
Sem suor.
Em suma,
Sem fato,
Ou consumação do lampejo,
E também, sem nem recato.
Se presta,
Ao que resta,
Ao apelo,
O frio,
A noite,
Prontos pra retê-lo.
Queria ter a escuridão,
Contida em um fio de cabelo,
Marca amada e manifesta.
Mas agora,
Nada parece inteiro,
Se vê a imagem, não toca,
Se escreve, não escuta,
Se bebe, não sente o cheiro,
Alma em asfixia absoluta,
Chora,
Por se saber do vazio
Servil hospedeiro.
Sem efeito,
Palavras lhe enfeitam,
Camuflam excitação como polido respeito,
A distância, se deleitam, enciumam, se dão o direito,
Da hipnose,
Pelo que percebo,
De serem como raios do Febo,
Apolo, Nesses tempos chamado sol,
Que podendo resultar em chama,
Destroem a desabitada e sonhada cama,
Incineram os escritos sob o lençol,
Matéria bordada,
Onde tudo,
No fundo,
Nada.
Porém sem nascer,
E da luz, descrente.
Segue sendo só,
Havendo calor,
Desconhece que o produz,
Não aquece, é puro ardor,
Que normalmente o conduz,
Para o caminho de fulgor,
Que adiando nele o tornar-se pó,
Leva-o até quem, em um acidente,
O seduz.
Seu desejo?
Não poderia estar pior,
Quanto maior:
Sem tato,
Sem corpo,
Sem pele,
Sem suor.
Em suma,
Sem fato,
Ou consumação do lampejo,
E também, sem nem recato.
Se presta,
Ao que resta,
Ao apelo,
O frio,
A noite,
Prontos pra retê-lo.
Queria ter a escuridão,
Contida em um fio de cabelo,
Marca amada e manifesta.
Mas agora,
Nada parece inteiro,
Se vê a imagem, não toca,
Se escreve, não escuta,
Se bebe, não sente o cheiro,
Alma em asfixia absoluta,
Chora,
Por se saber do vazio
Servil hospedeiro.
Sem efeito,
Palavras lhe enfeitam,
Camuflam excitação como polido respeito,
A distância, se deleitam, enciumam, se dão o direito,
Da hipnose,
Pelo que percebo,
De serem como raios do Febo,
Apolo, Nesses tempos chamado sol,
Que podendo resultar em chama,
Destroem a desabitada e sonhada cama,
Incineram os escritos sob o lençol,
Matéria bordada,
Onde tudo,
No fundo,
Nada.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Dentro
Ritmos:
Ritos íntimos
Contra os medos que me dão,
Em ser eu só ansiedade,
Sem a saciedade
Sequer de uma sensação.
(Inspirado em: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com.br/2012/07/declamacao-do-poema-do-lado-de-dentro.html)
Ritos íntimos
Contra os medos que me dão,
Em ser eu só ansiedade,
Sem a saciedade
Sequer de uma sensação.
(Inspirado em: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com.br/2012/07/declamacao-do-poema-do-lado-de-dentro.html)
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Quase Teogonia
Para além da agonia,
Carrego em mim, aqui, e não sabia,
Também aquilo que, na forma dita por Hesíodo, surgiria:
Tenho quase tudo da cosmogonia e da teogonia,
E fiz descoberta, sobre o maior dos véus,
Falo da Terra, do Tempo, do Destino, do Vazio causando dor,
Roubando a cor,
Mas sempre faltou um tema em meus delírios de carrossel:
Nunca toquei o Céu,
Não tenho firmeza ou firmamento pra supor.
Apesar de ter também Eros,
Capaz de unir quem a princípio,
Está para se opor,
Meus versos, mesmo sinceros,
Cegam-se para atmosfera,
E toda concretude que era,
No alto, se torna vapor.
Quando me retiraria,
Dessa vã tentativa,
De exegética filosofia,
Vi que na minha frente,
Você aparecia,
Rente,
Direta,
Reta
E transparente,
Lhe parece,
Com já naquela época me parecia,
Que nada ao nosso encontro se oporia?
Nada mais justo: algo assim se elogia,
Até pelo fato tal que,
A razão pra isso ocorrer,
Foi apenas acontecer,
Nenhum de nós até hoje entenderia,
Muito menos explicaria.
Ainda assim, com tão ausente lógica,
Cuja consequência desvaria,
Me pego em sede pedagógica,
Querendo prender e aprender
Tua velha conhecida,
Misteriosa e vivida
Cosmologia.
domingo, 8 de julho de 2012
Olhai: Lótus no Campo
Se morro de saudade de você,
Ou morro de você, Saudade,
É algo que nem minha própria pessoa vê,
Mas sabe que sempre invade.
Acabo me arriscando, sem medo de dizer
Que morro em você,
Sendo essa sim, a verdade.
Meu verso tem a consciência,
De que nunca será mais que a metade,
Nascido que é,
Da carência,
Abstinência
Querência de indefinido objeto,
Desconhecido portador de afeto,
Aquele, que evade,
Se faz ausência,
Antes de se perceber completo.
Ou morro de você, Saudade,
É algo que nem minha própria pessoa vê,
Mas sabe que sempre invade.
Acabo me arriscando, sem medo de dizer
Que morro em você,
Sendo essa sim, a verdade.
Meu verso tem a consciência,
De que nunca será mais que a metade,
Nascido que é,
Da carência,
Abstinência
Querência de indefinido objeto,
Desconhecido portador de afeto,
Aquele, que evade,
Se faz ausência,
Antes de se perceber completo.
Ressurge a Razão de Tudo
O que há além do horizonte,
Você sabe,
Se lhe cabe,
Me conte.
Me disseque,
Me desmonte,
Aceito que me baste ser sua cobaia,
Para que o que nos une,
( lugar onde nada por muito tempo se pune)
Mesmo que demais se desgaste,
(aponte ou a ponte?)
Não caia.
Você sabe,
Se lhe cabe,
Me conte.
Me disseque,
Me desmonte,
Aceito que me baste ser sua cobaia,
Para que o que nos une,
( lugar onde nada por muito tempo se pune)
Mesmo que demais se desgaste,
(aponte ou a ponte?)
Não caia.
Atenção Etimológica
Carne tensa demais para (a)notar o crepúsculo,
Então pensa nos fatos:
Serão os seus nervos ou os pequenos ratos*,
Minúsculos
Que comprimem os teus músculos?
Nada disso,
Diagnóstico inexato:
Todo mal que vem,
Persegue quando tem,
Em lugar de afeto,
Desacato,
Desencantado,
Completo.
* A origem da palavra músculo: Vem do latim musculus ( Mus= Camundongo ou rato Culus= Pequeno) Musculus, em latim, significa rato pequeno. Observando o movimento dos músculos, os antigos romanos achavam que eles pareciam ratos se mexendo por baixo de tecidos.
Então pensa nos fatos:
Serão os seus nervos ou os pequenos ratos*,
Minúsculos
Que comprimem os teus músculos?
Nada disso,
Diagnóstico inexato:
Todo mal que vem,
Persegue quando tem,
Em lugar de afeto,
Desacato,
Desencantado,
Completo.
* A origem da palavra músculo: Vem do latim musculus ( Mus= Camundongo ou rato Culus= Pequeno) Musculus, em latim, significa rato pequeno. Observando o movimento dos músculos, os antigos romanos achavam que eles pareciam ratos se mexendo por baixo de tecidos.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Rascunho Sobre O Vazio
Não suporto o vazio,
E o vazio não me suporta.
Está lançado desafio,
Como cada um se comporta?
A linha reta se viu
Coberta por grafia torta,
Sou então quem conseguiu,
Fazer vida em letra morta.
O vazio então se torna,
Contorna, entorna,
Retorna,
Transtorna e transforma,
Deformação oscilante,
Cambiante,
Mutante,
Entre quente ou fria,
Todo dia,
Mas nunca morna.
Exultante,
Hesitante,
Excitante?
Por trás?
Ao lado?
Diante?
Desde sempre e doravante,
Da dor,
Inconformada
E despudorada amante,
Com todo ardor.
E por esse amor,
Me destranco,
Convenho e convenço,
Pelo labor, venço
O vão,
Nato em rancor
Desafiador
Na página em branco.
E o vazio não me suporta.
Está lançado desafio,
Como cada um se comporta?
A linha reta se viu
Coberta por grafia torta,
Sou então quem conseguiu,
Fazer vida em letra morta.
O vazio então se torna,
Contorna, entorna,
Retorna,
Transtorna e transforma,
Deformação oscilante,
Cambiante,
Mutante,
Entre quente ou fria,
Todo dia,
Mas nunca morna.
Exultante,
Hesitante,
Excitante?
Por trás?
Ao lado?
Diante?
Desde sempre e doravante,
Da dor,
Inconformada
E despudorada amante,
Com todo ardor.
E por esse amor,
Me destranco,
Convenho e convenço,
Pelo labor, venço
O vão,
Nato em rancor
Desafiador
Na página em branco.
Glosas e Um Glossário
Se sentisse perto de si a justiça, nenhum poema seria necessário.
Tão solidário,
Desde então, solitário
Em vão,
Insólito sem solidez,
Solidão,
Outra vez.
Ainda é?
Ainda são?
Solidariedade,
Centelha de fé?
Hoje não...
Sanidade descendo pelo sanitário,
Talvez, mal cármico,
Hereditário.
Mais difícil crer,
Que isso deve me pertencer,
Como único proprietário.
As cores doces você me trouxe,
Enquanto eu. a mim mesmo,
Liquidava, liquefazia,
Indo em direção ao ralo,
Ou pior, a esmo:
Caminhada vadia, vazia.
Lamentava te escrever,
Mais ou menos conseguir lhe ver,
Continuando a ser,
Quem nada ouvia.
Feito surdo pelo espiritual ferimento ,
Necessito ficar, em pigmento,
Para meu encanto vibrar, tal qual badalo.
Senão me calo,
Por todo sempre,
Em qualquer momento.
Preciso me integrar ao teu perfume,
Assim, exalo
Entregar a ti meu paladar,
Meu gosto descomposto,
Exposto, por forma que se assume,
Como os autorretratos, na maneira da Frida Kahlo.
Sigo água,
Gerada na mágoa,
Para da fonte me libertar,
Regando plantas do seu quintal.
Se quiser, puder,
Me beba,
Perceba.
Alternativamente,
Interfira,
Me transfira,
Da minha mente demente,
Para teu preferido recipiente.
Natural,
Te dar irrelevante,
Porém afetuosa,
Informação adicional:
Há uma forma diferente de proceder,
Com o que pode da mão escorrer,
Em certas regiões de Portugal:
Mudar de lugar,
O capaz de outra superfície molhar,
Lá se chama trouçar*.
Tão solidário,
Desde então, solitário
Em vão,
Insólito sem solidez,
Solidão,
Outra vez.
Ainda é?
Ainda são?
Solidariedade,
Centelha de fé?
Hoje não...
Sanidade descendo pelo sanitário,
Talvez, mal cármico,
Hereditário.
Mais difícil crer,
Que isso deve me pertencer,
Como único proprietário.
As cores doces você me trouxe,
Enquanto eu. a mim mesmo,
Liquidava, liquefazia,
Indo em direção ao ralo,
Ou pior, a esmo:
Caminhada vadia, vazia.
Lamentava te escrever,
Mais ou menos conseguir lhe ver,
Continuando a ser,
Quem nada ouvia.
Feito surdo pelo espiritual ferimento ,
Necessito ficar, em pigmento,
Para meu encanto vibrar, tal qual badalo.
Senão me calo,
Por todo sempre,
Em qualquer momento.
Preciso me integrar ao teu perfume,
Assim, exalo
Entregar a ti meu paladar,
Meu gosto descomposto,
Exposto, por forma que se assume,
Como os autorretratos, na maneira da Frida Kahlo.
Sigo água,
Gerada na mágoa,
Para da fonte me libertar,
Regando plantas do seu quintal.
Se quiser, puder,
Me beba,
Perceba.
Alternativamente,
Interfira,
Me transfira,
Da minha mente demente,
Para teu preferido recipiente.
Natural,
Te dar irrelevante,
Porém afetuosa,
Informação adicional:
Há uma forma diferente de proceder,
Com o que pode da mão escorrer,
Em certas regiões de Portugal:
Mudar de lugar,
O capaz de outra superfície molhar,
Lá se chama trouçar*.
(Fonte: http://www.infopedia.pt/diciope.jsp?dicio=15&Entrada=trouces)
*regionalismo transferir (líquido) de um recipiente para outro, trasfegar
terça-feira, 3 de julho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
(Pre)Posições, (Pro)Nomes.
Entre venenos e remédios,
Várias saudades, diversos tédios,
Mais do em quem os causou,
Deixam em mim profundas sequelas,
Pelo fato de que no fim,
As pessoas que eu espero nunca regressam até mim,
Eu, buscando tato, nunca regresso delas.
Várias saudades, diversos tédios,
Mais do em quem os causou,
Deixam em mim profundas sequelas,
Pelo fato de que no fim,
As pessoas que eu espero nunca regressam até mim,
Eu, buscando tato, nunca regresso delas.
Com as minhas palavras, Parcas.
Ei, você, que coleciona distrações,
Não diga que ensurdeceu,
Nem ao menos pergunte "Quem, eu?"
Sei que em geral,
Isso comigo tua pessoa não faz,
Mas tomo precauções, normal,
Sempre recear interromper tua paz.
Já que distrair-se é em ti uma forma de coleta,
Entre pensamentos, sentimentos, silêncios, agonias,
Construindo tua incompletude completa
E paradoxais ortodoxias.
Irei então te mostrar a minha coleção:
Atenção, Tensão, Reação, Intervenção:
Quatro fiandeiras no ajuntamento dos meu dias.
Cada uma delas tem uma vítima certeira:
Pra Atenção pouco importa quem de mim está "à beira",
(Difere da Tensão, considerada aqui "bobeira")
Dizendo assim: "Quem está à beira não toco,
O que merece meu foco,
É a pessoa dentro, inteira,
Nisso me fundo, sem medo de errar,
Se não queres estar dentro, é melhor se afastar,
Depois, evite reclame,
Caso eu venha a te assustar."
Tensão vê se na beira de mim,
Enfim,
Alguém dá um sinal,
Tensão salta aos olhos de quem,
Desconhece se bem vem,
Pro meu oceano existencial,
E para fazer permanecer
(O maior medo é perder)
A presença desse sinal,
A tensão se desencontra,
Prevê de antemão uma afronta,
De querer um bem prometido,
Se sente mal, de imaginá-lo de mim despedido.
Mas, se por sorte, vejo repetir o aceno,
É a Reação que busca dominar este meu peculiar terreno,
Sabendo de todo risco que há no "Sub", no "Mal", no "Des",
E quase qualquer outro "Entendido".
Com toda a coragem em si,
A reação compreende onde lhe sobram correntes,
Conhece limitações, irremediavelmente,
Algumas vezes contida, sendo por isso, prudente,
Dramática? Talvez pragmática...
Do drama é raro ter algo oponente.
A Reação pode combater,
Sem ignorar o temer,
Da ruptura pelo divergente, decepções.
A Intervenção estará depois,
De no território existirem,
Dois,
Portando cartas,
Correspondências,
Jogos,
Oráculos,
Vidências
Intenções,
Contra todos os "Senões",
Propor curas e transformações.
Despossuem saber suas irmãs,
Da forma como a Reação age pra fazer seus amanhãs,
Em um momento dizem:
"É astuta,
Mas pouco escuta"
Em outro, ainda:
"Nada vê,
Mas segue, linda"
É fato que elas concordam em um termo, por plena confiança:
"Muda, Mantém-se sem ser,
Se incapaz fosse de falar ou dizer,
Inexistiria mudança."
Não diga que ensurdeceu,
Nem ao menos pergunte "Quem, eu?"
Sei que em geral,
Isso comigo tua pessoa não faz,
Mas tomo precauções, normal,
Sempre recear interromper tua paz.
Já que distrair-se é em ti uma forma de coleta,
Entre pensamentos, sentimentos, silêncios, agonias,
Construindo tua incompletude completa
E paradoxais ortodoxias.
Irei então te mostrar a minha coleção:
Atenção, Tensão, Reação, Intervenção:
Quatro fiandeiras no ajuntamento dos meu dias.
Cada uma delas tem uma vítima certeira:
Pra Atenção pouco importa quem de mim está "à beira",
(Difere da Tensão, considerada aqui "bobeira")
Dizendo assim: "Quem está à beira não toco,
O que merece meu foco,
É a pessoa dentro, inteira,
Nisso me fundo, sem medo de errar,
Se não queres estar dentro, é melhor se afastar,
Depois, evite reclame,
Caso eu venha a te assustar."
Tensão vê se na beira de mim,
Enfim,
Alguém dá um sinal,
Tensão salta aos olhos de quem,
Desconhece se bem vem,
Pro meu oceano existencial,
E para fazer permanecer
(O maior medo é perder)
A presença desse sinal,
A tensão se desencontra,
Prevê de antemão uma afronta,
De querer um bem prometido,
Se sente mal, de imaginá-lo de mim despedido.
Mas, se por sorte, vejo repetir o aceno,
É a Reação que busca dominar este meu peculiar terreno,
Sabendo de todo risco que há no "Sub", no "Mal", no "Des",
E quase qualquer outro "Entendido".
Com toda a coragem em si,
A reação compreende onde lhe sobram correntes,
Conhece limitações, irremediavelmente,
Algumas vezes contida, sendo por isso, prudente,
Dramática? Talvez pragmática...
Do drama é raro ter algo oponente.
A Reação pode combater,
Sem ignorar o temer,
Da ruptura pelo divergente, decepções.
A Intervenção estará depois,
De no território existirem,
Dois,
Portando cartas,
Correspondências,
Jogos,
Oráculos,
Vidências
Intenções,
Contra todos os "Senões",
Propor curas e transformações.
Despossuem saber suas irmãs,
Da forma como a Reação age pra fazer seus amanhãs,
Em um momento dizem:
"É astuta,
Mas pouco escuta"
Em outro, ainda:
"Nada vê,
Mas segue, linda"
É fato que elas concordam em um termo, por plena confiança:
"Muda, Mantém-se sem ser,
Se incapaz fosse de falar ou dizer,
Inexistiria mudança."
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Há Sobre Ar
É preciso divagar,
Vagar,
Rápido ou devagar,
Para divulgar,
Vulgar ou não,
O Pensar,
Com ou sem penar,
Dar vazão e visão,
Ganhar ar.
Vagar,
Rápido ou devagar,
Para divulgar,
Vulgar ou não,
O Pensar,
Com ou sem penar,
Dar vazão e visão,
Ganhar ar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Dos entes, as dores
Amanhã será dia de final adeus,
Só pra lembrar que até agora apenas os males são de fato meus,
Existindo independentes da cronologia,
Tornando em meus instintos,
Indistintos os sofreres,
Que estavam aqui antes
Ou que surgem agora.
Há o bem?
Sim, ele vem,
Para dizer exclusivamente que logo irá embora...
E recomendar que eu aproveite enquanto não chega sua hora.
Nesse momento,
Pra fingir que não lamento,
Digo que já sabia,
Busco sentido na etimologia
Que invento:
"Despedida" é aquilo impede,
Já que nunca foi pedida,
(Ou, foi, sem ter sido atendida,
Ou ainda, uma ação deixada de lado,
Preterida)
Também existe a "Partida"
Em que se divide ao meio,
O afeto que em tempo longínquo veio,
E uma parte de mim,
Enfim,
Vai com outra vida.
Só pra lembrar que até agora apenas os males são de fato meus,
Existindo independentes da cronologia,
Tornando em meus instintos,
Indistintos os sofreres,
Que estavam aqui antes
Ou que surgem agora.
Há o bem?
Sim, ele vem,
Para dizer exclusivamente que logo irá embora...
E recomendar que eu aproveite enquanto não chega sua hora.
Nesse momento,
Pra fingir que não lamento,
Digo que já sabia,
Busco sentido na etimologia
Que invento:
"Despedida" é aquilo impede,
Já que nunca foi pedida,
(Ou, foi, sem ter sido atendida,
Ou ainda, uma ação deixada de lado,
Preterida)
Também existe a "Partida"
Em que se divide ao meio,
O afeto que em tempo longínquo veio,
E uma parte de mim,
Enfim,
Vai com outra vida.
domingo, 17 de junho de 2012
Meu Ano Selvagem (?)
Veja o que sou,
O exato contra-exemplo,
Pra você, pra qualquer alguém,
E agora também,
Pra Rosseau.
Não pareço bom,
Nem mesmo selvagem,
Queria poder assumir,
Sua Lírica semelhança,
Metamórfica imagem.
Parece haver algo errado,
Em me negar indomado?
Não há nada para dar,
Nenhum dado jogado,
Nada pra tomar,
Tampouco uma posição,
Eu mesmo causo meu próprio estrago,
Tragando o ópio da minha anulação.
Qual é o gosto de um beijo errado?
Desconheço isso, sequer uma boca tenho alcançado,
A seta que imaginei ter me direcionado,
Era de fato, um dardo envenenado.
Já que este assunto me vem numerado,
Pela irracionalidade dominado,
Formulo então meu enigma,
De solução tão previsível quanto errática,
Tão entrópica quanto estática:
A resposta está na soma,
Simbolizada no sigma.
Um segredo tão desorientado,
Que tem medo de seguir vedado,
Vende barato a própria chave,
E segue no entrave,
De despossuir algo além de desinteressante resultado.
Mistério ofendido e bandido,
Degradado e degredado,
Aflito e proscrito,
Destruído e soterrado.
Deterioração,
Interior, inação,
Nata inaptidão:
Ocupar lugar
Inapropriado.
Me perguntas como não seria,
Dotado de alguma selvageria,
Se mais ninguém
Minhas paredes arranharia?
Acontece, minha cara,
Que ajo apenas como aquele que primeiro dispara e depois corre,
Sabendo que logo morre,
A fera sem presas ou garras,
Carrego então as amarras,
Da impotência em minha retina,
O único capaz de falsidade sem fingir,
Pagando sua pena e recebendo em troca compaixão cretina.
O exato contra-exemplo,
Pra você, pra qualquer alguém,
E agora também,
Pra Rosseau.
Não pareço bom,
Nem mesmo selvagem,
Queria poder assumir,
Sua Lírica semelhança,
Metamórfica imagem.
Parece haver algo errado,
Em me negar indomado?
Não há nada para dar,
Nenhum dado jogado,
Nada pra tomar,
Tampouco uma posição,
Eu mesmo causo meu próprio estrago,
Tragando o ópio da minha anulação.
Qual é o gosto de um beijo errado?
Desconheço isso, sequer uma boca tenho alcançado,
A seta que imaginei ter me direcionado,
Era de fato, um dardo envenenado.
Já que este assunto me vem numerado,
Pela irracionalidade dominado,
Formulo então meu enigma,
De solução tão previsível quanto errática,
Tão entrópica quanto estática:
A resposta está na soma,
Simbolizada no sigma.
Um segredo tão desorientado,
Que tem medo de seguir vedado,
Vende barato a própria chave,
E segue no entrave,
De despossuir algo além de desinteressante resultado.
Mistério ofendido e bandido,
Degradado e degredado,
Aflito e proscrito,
Destruído e soterrado.
Deterioração,
Interior, inação,
Nata inaptidão:
Ocupar lugar
Inapropriado.
Me perguntas como não seria,
Dotado de alguma selvageria,
Se mais ninguém
Minhas paredes arranharia?
Acontece, minha cara,
Que ajo apenas como aquele que primeiro dispara e depois corre,
Sabendo que logo morre,
A fera sem presas ou garras,
Carrego então as amarras,
Da impotência em minha retina,
O único capaz de falsidade sem fingir,
Pagando sua pena e recebendo em troca compaixão cretina.
sábado, 16 de junho de 2012
Duzentas Induções de Sentimento
E se fosse verdade,
Aquela história de "amizade",
Igual,
Em forma,
Conteúdo
E grau
De intensidade?
Como sempre,
Tal e qual,
Tudo
Têm sido repetido:
Revestido de derrota e vencido,
Me iludo,
Desviante de qualquer norma,
Que eu mesmo tenha concebido.
Quis crer nas palavras de encarnada mudez,
Esse foi o erro, da primeira vez,
Em que desejei ter em mim mais,
Do que o idealismo cortês.
Nunca me esqueço de lembrar que fracasso em atravessar distâncias,
De início, a cidade,
Depois, personalidade
E quando, parecia estar qualquer contato por um triz,
(Estava diante de um quadro prestes a receber minha marca de giz),
Desisto de querer entender teu idioma,
Me calo, engoli a fonética,
Sou descoordenado demais pra desenhar um ideograma.
Situação patética demais,
Tornando ansiosa minha nulidade,
Eis o que tudo isso sempre traz:
Saber que se a vontade é pela reciprocidade,
Tanta inoportunidade, fazendo-me então incapaz,
De melhor celebrar,
Sua forma de identidade.
Olha meu estado,
Diz se algo de errado justifica alguma cicatriz,
Reconheço que quando tiver méritos por ter te encontrado,
Terás me dado um golpe, de novo, distado,
A divisa atravessado,
Afeto vivido, divido com outro alguém, conquistado.
Haverá diferente poder, diverso pudor,
E eu direi, mal fingindo esconder a dor:
"Talvez ela esteja em outro país,
A salvo, como uma imperatriz
Enquanto eu, salvo engano,
Estou desenganado,
Por mim, enfim,
Quase feliz".
quinta-feira, 14 de junho de 2012
(S)em Nome
Todos os dias simulam a eternidade
Da fuga, a fugacidade.
E se fosse verdade,
Que qualquer amizade
Pudesse fazer dar a ver
Nossa profundidade?
Nos percalços,
Estanco,
De toda a cor,
Carrego imagens em preto e branco.
E se houvesse a capacidade,
Do vazio em construir metades?
Não é possível,
Apenas alimento o indizível,
Me aproximo do invisível,
Apenas pra me remeter ao que nego,
Impalpável, inodoro, insípido e cego.
Tendo somente a mentira,
Da mente que explode em ira,
Incentivando o insensível.
Parece que a mim,
A paixão sempre aparece como derrota garantida,
Rota em que a alma se acha perdida,
Já que tão certo quanto o meu afeto,
É o destino de saber que quem me faz um pouco mais completo,
Dará logo sinal de futura partida.
Fraturada, minha existência
Em compulsiva batalha,
Se vê vencida, pela ausência,
Pelo Nada,
Feito daquela fome,
Tornada maior depois de ofertada
A migalha.
Da fuga, a fugacidade.
E se fosse verdade,
Que qualquer amizade
Pudesse fazer dar a ver
Nossa profundidade?
Nos percalços,
Estanco,
De toda a cor,
Carrego imagens em preto e branco.
E se houvesse a capacidade,
Do vazio em construir metades?
Não é possível,
Apenas alimento o indizível,
Me aproximo do invisível,
Apenas pra me remeter ao que nego,
Impalpável, inodoro, insípido e cego.
Tendo somente a mentira,
Da mente que explode em ira,
Incentivando o insensível.
Parece que a mim,
A paixão sempre aparece como derrota garantida,
Rota em que a alma se acha perdida,
Já que tão certo quanto o meu afeto,
É o destino de saber que quem me faz um pouco mais completo,
Dará logo sinal de futura partida.
Fraturada, minha existência
Em compulsiva batalha,
Se vê vencida, pela ausência,
Pelo Nada,
Feito daquela fome,
Tornada maior depois de ofertada
A migalha.
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