Tão solidário,
Desde então, solitário
Em vão,
Insólito sem solidez,
Solidão,
Outra vez.
Ainda é?
Ainda são?
Solidariedade,
Centelha de fé?
Hoje não...
Sanidade descendo pelo sanitário,
Talvez, mal cármico,
Hereditário.
Mais difícil crer,
Que isso deve me pertencer,
Como único proprietário.
As cores doces você me trouxe,
Enquanto eu. a mim mesmo,
Liquidava, liquefazia,
Indo em direção ao ralo,
Ou pior, a esmo:
Caminhada vadia, vazia.
Lamentava te escrever,
Mais ou menos conseguir lhe ver,
Continuando a ser,
Quem nada ouvia.
Feito surdo pelo espiritual ferimento ,
Necessito ficar, em pigmento,
Para meu encanto vibrar, tal qual badalo.
Senão me calo,
Por todo sempre,
Em qualquer momento.
Preciso me integrar ao teu perfume,
Assim, exalo
Entregar a ti meu paladar,
Meu gosto descomposto,
Exposto, por forma que se assume,
Como os autorretratos, na maneira da Frida Kahlo.
Sigo água,
Gerada na mágoa,
Para da fonte me libertar,
Regando plantas do seu quintal.
Se quiser, puder,
Me beba,
Perceba.
Alternativamente,
Interfira,
Me transfira,
Da minha mente demente,
Para teu preferido recipiente.
Natural,
Te dar irrelevante,
Porém afetuosa,
Informação adicional:
Há uma forma diferente de proceder,
Com o que pode da mão escorrer,
Em certas regiões de Portugal:
Mudar de lugar,
O capaz de outra superfície molhar,
Lá se chama trouçar*.
(Fonte: http://www.infopedia.pt/diciope.jsp?dicio=15&Entrada=trouces)
*regionalismo transferir (líquido) de um recipiente para outro, trasfegar

Nenhum comentário:
Postar um comentário