quarta-feira, 17 de abril de 2013

Folha Para Foliã

Eu que me achava tão rasgadamente expresso,
Me vejo como uma piada, confesso.

Nunca indiferente,
Já que sou aquele que em ti, numa outra acepção de "em frente",
Viu,
As portas abertas,
Limitadas nesse Abril.

Me faltam as necessidades que coloro
(Conjugadores  me põem em dúvida sobre ser esse verbo  existente),
Sei apenas Impossível dizer que ignoro,
Ou trato de forma banal,
O seu solitário carnaval, fértil e crescente,
Mesmo,
Quando,
Principalmente,

Tudo parece um ermo
A esmo,
Minguando,
Continuamente.

Já que temos alma,
Somos animais,
Mas na sua fauna
E paisagem,
Reside a coragem,
Das  nominais homenagens.

Me fez lembrar um fato:
A única tecla na qual orgulhosamente bato
É o botão de rediscagem.

Invado sua geografia do mítico,
Águas me passam, oceano intranquilo, porém Pacífico.
Temos tempos poéticos,
Em mim , por gotas contadas,
Na sua vez, golfadas  do Pérsico,

Me resta,além de qualquer cordialidade,
A volátil solidadriedade,
De quem também está no tétrico.



Cronotópico

Coisas as quais
O sono faz 
Com que a gente passe:

Imaginei escutar,
Pondo meus olhos a fechar,

Um relógio de tique- taque,
Tendo um ataque,
E nele, engasgasse.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

sábado, 13 de abril de 2013

Sem Rima Final

O que eu posso tentar 
É registrar
O posto imediatamente em minha frente 
Ou meu dentro
Flutua-
Ante-
Mente
Ex-
Permanente.

N-
Atua-
-Mente
Que flui,
Dama,
Ente.

Oposição diante
De-
Amante,

Rente.

Ex-
Ter-
Nu-
Ante.

Falsear um centro
Do qual refugo.

Perifer-
Riso.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

Antessala Dos Palatos

Poeta:
O único ser querido quando chora.

O sabor do desgosto corrobora.


Ora, Sejam Sós...

Uma hora
(Em qualquer vindouro agora),
Vai de vez embora,
O bom humor
Do outrora grande orador,
Onde o amor não mais mora.

Há quem corra a lhe corrigir,
Pra que a masmorra interna morra,
Venha a se destruir.

No entanto, o plano segue decadente.

O retórico anda adstringente,
Restringindo toda gente que lhe vir.




sábado, 6 de abril de 2013

Mero Diletante

Escrevo só,
Tudo o que não consegui tornar falado, e por isso me afeta,

Não sou poeta,
Ao menos dos que devam ser seriamente tratados.

Quero me dar o direito,
(E assim, chegar-me aos verdadeiros versadores com devido respeito)
De um dia, quem sabe,
Ter tessituras e textos como atos abandonados,

Quando tiver mais presenças do que ausências,

Menores fugacidades,
Maiores permanências,

Passadas opacidades,
Futuras e maduras transparências.


Não se preocupem comigo ou por mim, 
Nada aqui se aproxima do fim,

Só antecipo uma realidade:
Desnecessário será ter das minhas privacidades saudade.

Interrupção nunca significou coma,
Quem a elas buscar, encontrará em viva corporalidade,
Pura soma.




Recém Ex-Blecaute

Re-incandescência:
Um fenômeno me estuda.

Re-fluorescência,
Me bota em flor,
Brota em arruda.

Eu, caminhada surda,
Outra, alguém, nada, muda.






sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Liqui Frações"

Lobo,pra ladrar,
Língua, paladar.

Li cor de sabor,
Dito de flor de lótus ou lácio,

Palatável,
"Palas Atenável",
Torna verve do verbo, fácil.

Antena sintonizável,
Polarizar,
Parabólica,
Para bolar,
Parábola a se burlar,
E balizar:

Lar é onde se quer a saudade guardar.



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cristais Vitruvianos

Polímatas,
Possuidores de saberes fraternos,
Gotas de renascença em suas presenças,
Em meio aos pós, modernos.


Infrutífero?

Retidão
Trato com termo oblíquo,
Caso, só o contrário,
Todo o esforço será iníquo,
Refratário.



terça-feira, 2 de abril de 2013

"Sim City"

A sós,
Depois dos pós,
Se dar pra todas imensidões,

Sem se abalar,
Ou badalar
Com pecados e outros "senões".



segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ruminar Desarrumos

Por que nós?
Por que aqui?
Por que agora?

Por que longe?
Por que eu, não monge?
Por que bom, não vigora?
"Om" não me revigora?

Por que surge,
Surda quando sonora?

Por que tanto?
Outro canto?

Por que tão?
Tanto não?

Poupar?
Pouco par?

Pouca mão?

Pouco ir?
Recair?
Decair?

Decantação?
Descarar?
Marcar a cara no chão?

Em vão?
Por qual razão?

Por que vou?
Sim ou não?



"Recadência"

Sete vidas,
Setenta vezes sete dúvidas,
Queres Gatos?
Trago hiatos.

Cadência, ele reelabora,
Decadência, decora.


sábado, 30 de março de 2013

"Recadentismo"

Decalque,
Por cima da garra
Quando pode,
Se crava.

RECalque,
Por baixo do que se escarra,
Quando existe,
Se grava.


Anacronismo Crônico

Existe uma certeza,
Da qual quero conhecer o dono.

Sabendo também
Se vem
E de onde:

Para quem dores,
Amores 
Douram,
Duram
(Por duração ou dureza),

Sendo coisas que as horas curam

Mas o tempo só  esconde,
Buscas escuras redundando em abandono.


Enquanto lembrar,
Há ferida pra lamber,
Só vai cicatrizar,
Aquilo que puder esquecer.



sexta-feira, 29 de março de 2013

Quiasmo*, Uma Tentativa

Retórica, como espelho, figura.
Perdura,
Seduz.

A cruz marcada numa escrita,
A escrita marcada numa cruz.










*Figura de retórica baseada na simetria que é construída com quatro termos,dois dos quais geralmente repetidos, e sendo os dois últimos da mesma na natureza que os dois primeiros, mas apresentados invertidamente. O quiasmo dispõe os termos como num espelho e por isso é frequentemente representado por uma cruz ou pela sequência AB-BA.
(Fonte:http://www.infopedia.pt/$quiasmo

segunda-feira, 25 de março de 2013

domingo, 24 de março de 2013

Cônscia Contundência

Sem saber se portanto,
Ou contanto,
Ou contudo,

Caso haja um ponto profundo,
Em que nada o confunde,
Estará quando ou onde,
O mundo
O contunde.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Que Fim Levaram Os Gatos Pretos?

Como quem depois do fim, volta pra página um,
A título de memória,
Sigo sem esquecer,
Desse poema comum,
Em também querer eu ser

Com toda a sua glória
O capitão de Bandeira,
No rondó de Manuel
E sua esperançosa história.

Juntos de Isadora,
Do hierofante,
Da mulher infiel
Desde antes de todo agora,

Compõem Monte Parnaso,
Descoberto ao acaso
Em música de teatral passado.

Indefinível,
Entre seco e molhado,
Hoje Imaginado,
Nas sendas tranquilas do invisível,
Lirismo, deleite audível.


Regurgitar

Querer de novo a força do início,
Vício corrente, em seu âmago,
Equilibrar-se entre escrever com a dor do soco no estômago,
E a urgência de  ter uma faca entre os dentes.


Ester(id)ilidade.

Outono,
Bomba-Relógio detono,
Em golpe de estado arquitetado pela síncope,desmaio.

Destrono,
Fim de março,
Desde três verões atrás.esgarço,
Em troca do maio,
Esquizofrênico
Leque com o qual se abana o abandono.

Cada um sabe no que é farto,
Eu, lembranças de infarto,
Você, perspectivas de acalanto pós-parto,
Estimulando gestos e seu rosto de trejeito cênico.

Meu sangue sem pacto,
Puro dejeto,
Quer seu futuro materno, fato,
Como coagulado afeto.

Silenciosamente histriônico,
Abro assombrosa clareira,
Feita de abraços lacônicos.



terça-feira, 19 de março de 2013

O Peso Das Libras

Tentar adicionar no colar a miçanga certa,
Por vez, possível um só caminho,
Entre "paz e amor" e "sempre alerta",
Ser o como o zero, nada a valer sozinho.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Lista Vista

Minha noção de tempo se encarde,
Quero ouvir menos um nunca,
E assistir mais a tarde.


Metábole*

Mudança por repetição,
Até em melodia,
Ou dramaturgia,
Ao paroxismo.

Dizer que isso se aboliria,
É querer matar
Meu metabolismo.


*1. Figura que consiste na repetição de uma ideia em termos diferentes.


2. Entre os gregos, qualquer mudança rítmica ou melódica efetuada no decurso de uma composição.

3. O termo também se usa modernamente no teatro para traduzir aqueles momentos de reconhecimento de um destino inesperado de um protagonista ou mudanças bruscas no enredo de um texto teatral.


domingo, 17 de março de 2013

Sempre De Volta

Mergulhar em ti:
A razão pela qual vim.

Maior do que estar là ou aqui,
Mais profunda do que mesmo a mim.

O barulho do teu silêncio é
Orgulho
Dessa falta de fim,


Interferindo, fertilizando,
A única fé
Que sei manifestando.



sábado, 16 de março de 2013

Plural Da Íris

Retina retine
Tilinta,
Nos olhos da menina,
Enquanto aos arcos pinta
.


Carnalidade Canina

Lambe dente,
A língua,
Prende presa,
Cheia de si,
Não míngua.

Crescente 
Sinistra destreza,
Concupiscência como única certeza.


Incisivo

Dei-te,
Pela tarde ardente,
Amor que morde.

Ida preterida por um triz,
Dentando polpa e raiz.



Lume Numinoso

Urge urdidura,
Acostumada costura,
De coser ou cozinhar
Tablatura
Em parte, dura.



Herói Encalha

marginália é tal nessa paragem,
Que não tem nada, nem mesmo margem.

Quem nada, afoga,
Fazer ou fugir do fogo: as opções em voga.

Vede crepitarem, verdes, imaturas,
Verdades e vaidades,
Inflamando ranhuras do que invade:

Fim do mundo = eternidade


quarta-feira, 13 de março de 2013

Altera Sanidade

Em ver,
Esverdeada,
Me vidrar,
Envidraçada,

Embriago,
Por ter embargada,
A vez e a voz,
Dedos, nós,
Pra'marrarem.

Resta amargarem,
Em não agarrar fada.





Alteridade

Nada a fazer
Ou melhor, conceber,
Além de fugir em carreira desabalada.

O que me vem:
"Está tudo bem,
Sobretudo, nada".


terça-feira, 12 de março de 2013

Filho da Torre

Por isso, sobrenomes desagrego:
O sangue segue cego.


"Cavaleriana"

Miasma* pros meus pulmões,
É como chão pra quem caminha,
Então, não existem senões,
Ruarei** por asma minha.

(*Emanação proveniente de substâncias animais ou vegetais em decomposição)

(** De "Ruar"= Andar frequentemente pelas ruas)


segunda-feira, 11 de março de 2013

Chiste Helênico II

Engarrafamentos urbanos,
Engradando gregos e troianos.



Chiste Helênico I

Dádiva ou falha,
Meu cavalo de batalha,
É ter no agora, desapego.

Jà que presente momento,
Me provou, por convencimento,
Que deve ser de Grego.



quinta-feira, 7 de março de 2013

Ab-Sorvo Ethos Etílico

Absinto,
Puro instinto,
Língua adentro,

As regras do jogo
No único lugar
Em que se pode afogar
Com fogo.



Subcolateral: Nór-Destiino

Repentino:
Hino embolado
Em que se tem evocado

Com vontade,
A Vitalidade, 

Mestre Vitalino,
E/ou a falta de vírgulas em Virgulino.