Escrevo só,
Tudo o que não consegui tornar falado, e por isso me afeta,
Não sou poeta,
Ao menos dos que devam ser seriamente tratados.
Quero me dar o direito,
(E assim, chegar-me aos verdadeiros versadores com devido respeito)
De um dia, quem sabe,
Ter tessituras e textos como atos abandonados,
Quando tiver mais presenças do que ausências,
Menores fugacidades,
Maiores permanências,
Passadas opacidades,
Futuras e maduras transparências.
Não se preocupem comigo ou por mim,
Nada aqui se aproxima do fim,
Só antecipo uma realidade:
Desnecessário será ter das minhas privacidades saudade.
Interrupção nunca significou coma,
Quem a elas buscar, encontrará em viva corporalidade,
Pura soma.

Nenhum comentário:
Postar um comentário