Somos nós,
Que em existir, nos atemos,
Vez por outra desatamos,
Nos mantemos,
Sem saber se, portanto, vivemos.
E em doses e golpes, seja da forma que for,
Com frequência, dor recebemos:
Quer quando por outras mãos morremos,
Ou pelas nossas, nos matamos.
Nos emaranhamos,
Com sanções,
Aflições,
Compaixões,
E dissabores, convivemos.
Todos esses sentimentos,
(Em sua maior parte, problemas)
Podem ser incluídos entre os sentidos de várias "penas",
Tão irônica e simplesmente apenas,
São aquelas mesmas com as quais ainda escrevemos.
Somos nós,
Sós,
As únicas coisas que temos.

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