quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sobras de Lar

A terra pode:
Relevar,
Enlevar,
Enlear,
Elevar,
Soterrar
Içar,
Riçar
Rizar,
Aterrissar,
Enguiçar?

Alguma dessas opções pode estar até errada,
Mas Isso não muda nada:

Ela também consegue,
De uma peça que alguém lhe pregue,
Dar risada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Colaterais Escassas

Foi chama,
Lado de dado,
Fada,
Traça  o que me atiça.

Obscuridade clara,
Lírica, me enfeitiça,
Fumaça que se declara,
Acinzentada, corrediça.

Paralela interpela
A própria premissa,
Faz lar em areia movediça.

O que faz com que eu queira,
Hastear outra bandeira,
Enquanto minha alma se eleva,
Menos falsa,
Espanta, levanta,
Realça,
Iça.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dilema

O que se extrai de página extra
Presta ou se defenestra?

Bagaço sazonal
Duma folha outonal.



Navegação De Costas.

Abordo,
Em verbo embarco,
Transbordo.

Mastro ou lastro parco,
Me agarro e faço marco.

Poupo a linha de frente,
Mas ao cerne passo rente,
Junto, 
Da polpa do assunto.



Autofágico II

Abaixo, degola
Adentro, Angola.


Abaixo, estrangula
Adentro, gula..

Abaixo, litiga.
Adentro, mastiga.

Abaixo, deglute.
Adentro, repercute.

Abaixo, glosa gloriosa na glote.
Adentro, naco de carne na sorte.

"Como ousa?"
Pergunta ela,
Olhos virados pra lousa ou tela .



Autofágico I


Poema insone,
Garganta grita nome some.
Engole antes que me console.

Poema insone,
Boca denta garganta.
Toma lugar.

Come,
Morde cada acorde
Não hesita
Em excitar.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Princípios Sobre O Precipício

A verdade:
Prefiro perenização contra momentaneidade.

Ainda  mais perante a argumentação,
De que uma é veracidade, a outra, alucinação.

A ilusão, sem parecer, 
Transmite luminosidade,
Guardando parentesco, consanguinidade,
Com a Iluminação.

Da realidade,
Com seu poder,
Se espera que provoque
Choque,
Disso só pode vir como continuidade,
A eletrocussão.







sábado, 12 de janeiro de 2013

Retroprojeções

Tudo começou com uma mulher sábia
(O que é quase uma redundância).

Então, só poderia me restar,
Ser o bobo a lhe cortejar,
Em cena contínua, sem se cortar.

Sequencialidade extensiva
(Ou ostensiva?)
De natural concomitância.


Critérios

De todos os suspiros, sempre o último.

Não o fatal, mas o quase póstumo,
Tampouco o escolho por ser ótimo.

Apenas pelo fato de que dele me impregno,
Nele me torno meu íntimo
.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Quase Infantil

Tão ou mais triste que o tigre diante do prato de trigo.
Agora, até chora,
Por ter como amigo,
Apenas quem ainda não foi embora.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Toque Entre Termos

A gente tenta,
(ou nem tanto)
Tatear um tântrico espanto.

Se contenta
Por enquanto,
Em tontear com cânticos
Entretanto,
Sussurrados em algum canto.



Inominável


Aplico didáticas
Pelos sintomas do amor, são os mesmos da cólera
Entre outras conclusões,soluções e práticas.

Aprendidas em doses homeopáticas,
Porém enfáticas.
Certeiras,mas, erráticas.

Vagantes Inconstantes,
Determinantes,
Dolorosamente assintomáticas.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

(Ir)Mãos Exangues

O tempo sobra,
A soberania cobra,
A monotonia se/nos/des/dobra
Des(me)de até a  mim.
O que a  lírica manobra.

Por fim,
Daquilo pelo que vim,
Quase tudo soçobra.



A Hora Certa De Acabar

O tempo escorre
Pra que a lógica invertamos:
O dia existe, sobra,
Nós é que a ele faltamos.

A soberania, enquanto não morre,
Cobra,
Percorre,
Exige
Vige.
Mas da indeterminação nos povoamos.





segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Abrindo Diafragma

Comigo o reverso ocorria,
A foto, feita para o o impacto
Nada causaria.

Mais um dos meus julgamentos cabais:
Se algo os olhos refletem,
É apenas a dura ausência dos plurais.

Só, por pouco,
A mediocridade não me contamina,
Pelo paladar,
Amargor, apodrecida laranja lima.

Posso ainda,
Aprimorar ou corroer,
Aquilo que, de resto, se despreza,
O pensamento, sim, pesa,

Por mais que seja breve
Apedreja ou senão brinda,
Pros dois casos
Uma mão leve
Se atreve,
Em anunciar a vinda.





sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Apóstrofos Apócrifos


Cavei alguns buracos,
Dentro deles gritei,
Plantei,
Árvores dos meus pontos fracos.

Guardei segredo,
Por raiva,
Tédio,
Medo
Ou falta de remédio
Pr'esse enredo.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Beber (L)Icor?


Procuro  todas as coisas que possam ter o teu nome,
Principalmente canções
As tais que me atingem
Com a possibilidade de especular a sua origem,
Junto com todos os "senões".

Se te vi diante da  minha janela?
Sim, mas ela nasceu já com uma grade.
Assim,
Enfim,
Comumente
Mentalmente
O mal  me invade.

Se desejei ter
Sua mão pra ler?
Era meu plano...

Mas, além do nomadismo, pelo qual tenho  implorado,
Nenhum conceito me aproxima de um cigano.

Mesmo destroçado,
O guerreiro segura o escudo,
Querendo rir ou chorar de novo sobre tudo.

És pra mim cobiçado contrassenso,
Me mantendo vivo por dose de arsênico,
Abençoado inferno helênico,
Onde tudo esqueço.

No fogo medieval, queimo e me aqueço,
Contigo sei ao que pertenço.

Por agora, preciso de amor, mais bem escondendo  nas costas, conhecida falha,
Frieza é arma de suicídio,
Tal qual navalha,
Fora do lugar,
Diante da jugular.

Incapaz de contra isso fazer frente.
Me descubro odioso,
Porém, não de repente,
Curioso dolorido sem cura,
Nunca disse ser valente.

Teia de aranha
No alto de montanha ou precipício,
Imobilizado pelo tornozelo:
Apelo serve de vicio
Esse sou eu,
Outra variante de Prometeu.


Acumulando fim antes do início,
Uma bomba cai dentro da luva,
Enquanto lavo prantos e pálpebras na chuva.


(Derivado de: De Volta Ao Teu Nome)



domingo, 30 de dezembro de 2012

Sincero, Sem Serenidade.

Somos nós,
Que em existir, nos atemos,
Vez por outra desatamos,
Nos mantemos,
Sem saber se, portanto, vivemos.

E em doses e golpes, seja da forma que for,
Com frequência,  dor recebemos:
Quer quando  por outras mãos morremos,
Ou pelas nossas, nos matamos.

Nos emaranhamos,
Com sanções,
Aflições,
Compaixões,
E dissabores,  convivemos.

Todos esses sentimentos,
(Em sua maior parte, problemas)
Podem ser incluídos entre os sentidos de várias  "penas",
Tão  irônica e simplesmente apenas,
São aquelas mesmas com as quais ainda escrevemos.

Somos nós,
Sós,
As únicas coisas que temos.



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sub-Ter-Refúgio

Bracelete mágico?
Hoje não,
A cor que agora há,
É o cinza trágico,
De deserção.

Maior que todas as negras escuridões,
E os fios da noite emaranhando padrões.

Correr pra não morrer,
Indefeso,
A corrente de mar,
Que o olhar
Tem pra ver,
O deixa preso,
Tarde demais pra se arrepender.

Você poderia me ajudar,
Tendo algo pelo qual minha madrugada atravessar,
Suponho.

Não reclamo  de pesadelo medonho,
Sou sim, incapaz de ter qualquer coisa com que sonhar,
Se as pálpebras fechar,
Me decomponho.


( "Reverso" de: Desafio IV: Objeto Mágico)