sábado, 9 de junho de 2012

Eu, Só e Ilícito

Tua alma é de quem?
De todo mundo e ninguém,
Ao mesmo tempo e além,
De ti, de  quem quer que esteja,
Entre os que sempre me vêem,
Sem nunca ter vindo aqui.

Nota como os laços,
Estão de acordo com os passos,
Sob tua tutela,
Reinos e abraços,

Para mim,
Dados destinados ao fracasso e embaraços.

De lembrar da iniciadora de todos os princípios,
E ter em seu lugar, até me perder ao contar,
Apenas acumulados vícios e quedas dos precipícios.

Me vem a mente
Tardiamente,
Aspereza ardente
Em constatar me ser falso
O que nela e em você são verdades:
Pés descalços, aí onde vós estais, denotam liberdade,
Aqui, só me propiciam o salto até o cadafalso.

Me ditam,
Medito,
(Sou o único que faz isso aflito)
Sobre o lirismo analítico,
Dado de fato e por direito,
A quem carrega no peito,
Formulando o infinito,
O luxo da solidão.

EU? Não!
Possuo sim,
A certeza do fim,
Em estado crítico,
Em lixo de azedume cítrico,
Seco, sem água, mais do que anídrico,
Desprovido de beleza,
Mas com toda a certeza,
Arrogante, narcísico.

Me deprecio,
Já que negligencio
O poder de viver,
Como e com quem aprecio,
Apressado em querer sem merecer
Teço sem apetecer,
Embruteço o prazer,
De quem é o que convier,
Sem nada sequer a lhe equivaler.

És do novo, mulher.
Diga o que disser,
Mude o que se der,
Pra te oferecer.

Tens idioma
Não passo de língua,
Tua força multiplica o que  a natureza retoma,
Devido o  roubo que cometi, na forca, morro, meu murro míngua.

Só tenho valor havendo o teu compassivo socorro,
De quem faz vingar,
Crescer, consolar,
Mas não se vinga,
Evita retaliar.










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