quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Carma Clínico

Tudo o que tenho
De todos que quero,
De cansar, espero.

No decantar,
Nalgum canto desespero.


Em papel, desenho,
Na pele, tatuagem,
Na luz, um peso, "Foto-grama",
Todo meu empenho,
E nada retenho
Para além de uma imagem,
Nunca tecer,
Ou ter sido inteiro,
Espelhos,
Telas,
Janelas,
Nenhum cheiro.

A única cor que decorei,
É a dos meus olhos quando vermelhos.

Exagero nesse cancioneiro?
Sempre há em quem perde a calma.

Em vez de ser virtual,
Quisera eu ver tua alma.



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