Incertas horas de setembro,
Meu problema:
Pouco sei, muito lembro,
Variações sem tema,
Tal qual um corpo sem membros.
Todo afeto que conheço,
É irmão siamês de uma crise,
Cuja origem estabeleço,
Embora nunca localize.
Economia?
Talvez eco em compressão...
Geografia?
Escrita da queda sobre o chão...
Somos o que somos ?
Nós, dores ?
Cores, Valores?
Forcas, Fraquezas?
Voláteis Vapores?
Certezas, Gomos?
De Dourados pomos?
Talvez não...
Somos o que some,
Quando perdemos o nome?
Somando subtração?

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